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USP garante isonomia e servidores encerram greve após acordo

Reunião com a reitoria assegura equiparação de gratificações e abono de horas. Estudantes mantêm paralisação.

25/04/2026 às 13:25
Por: Redação

O movimento de paralisação dos funcionários técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP), iniciado há dez dias, chegou ao fim após negociação entre a administração da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O início da greve ocorreu no dia 14, motivado principalmente pela reivindicação da categoria de igualdade nas gratificações oferecidas em relação ao que foi concedido aos professores da universidade.

 

Durante as tratativas, ficou estabelecido que os recursos destinados às gratificações das duas categorias serão equiparados, conforme comunicado pela USP. No entanto, para que os pagamentos sejam efetivados, ainda será necessário encaminhar uma proposta formalizada para análise dos órgãos técnicos internos da universidade. Até o momento, não existe definição sobre quando o benefício começará a ser aplicado.

 

Além do acordo sobre as gratificações, foi firmada uma garantia em relação ao abono das horas não trabalhadas em períodos considerados como "pontes" de feriados e nos recessos de fim de ano, formalizando o compromisso entre as partes.

 

No âmbito das negociações, também houve avanços relacionados à situação dos trabalhadores terceirizados. Foi firmado o compromisso de buscar alternativas para garantir a esses profissionais condições de deslocamento semelhantes às que são oferecidas aos servidores efetivos da USP, incluindo a gratuidade no transporte dentro do campus universitário.

 

Mobilização estudantil permanece

Enquanto isso, os estudantes da Universidade de São Paulo mantêm a paralisação iniciada no dia 16 de abril. Os alunos protestam contra cortes em programas de bolsas, o déficit de vagas para moradia estudantil e a insuficiência no fornecimento de água.

 

Em resposta à mobilização discente, a reitoria realizou uma reunião e definiu a realização de uma mesa de negociação marcada para a próxima terça-feira, dia 28.

 

Entre as medidas adotadas, a USP revogou uma portaria que determinava restrições sobre os espaços cedidos a centros acadêmicos. Essa norma impedia a realização de comércio ou a sublocação nesses ambientes, sendo apontada como um dos fatores que mais impulsionaram a mobilização dos estudantes neste período.

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